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domingo, 18 de janeiro de 2009

Fratura do Fêmur na criança.

As fraturas do fêmur na criança nem sempre estão relacionadas a traumas de alta energia diferentemente do adulto. Podemos ver fraturas do fêmur mesmo após o nascimento, relacionadas ao traumatismo de parto.

As crianças com fraturas do fêmur com menos de dois anos de idade normalmente estão relacionadas a traumas domiciliares, como quedas de berços, ou mesmo a queda do colo de parentes ou dos pais. Nessa faixa etária deve se estar atento para a possibilidade de maus tratos, principalmente quando a história contada pelos pais ou acompanhantes não sugere um trauma de moderada energia.

O tratamento nessa faixa etária é simples e normalmente não deixa sequelas se bem conduzida pelo médico assistente. O tratamento conservador com gesso longo por um período de 6 semanas normalmente é suficiente.

fig 1: tratamento conservador com gesso longo.



A partir dos 4 anos o tratamento se torna controverso mas ainda no caminho da imobilização gessada. Em alguns traumas de maior energia onde pode se observar encurtamentos maiores de 2,5 cm, um período de 3 semanas de intenação para realização de tração pode ser necessário seguido da colocação de gesso.

Em crianças em idade escolar, acima dos 7 anos, existe um tendência atual ao tratamento cirúgico objetivando um retorno mais rápido da ciança a sua rotina, assim como a rotina normal de trabalho dos pais. Atualmente o método de escolha são as hastes intramedulares de titânio.

fig 2: fratura do fêmur.



fig 3: tratamento cirúrgico com haste elástica de titânio.



O tratamento cirúrgico evita a colocação do gesso e favorece o retorno quase imediato da criança as suas atividades regulares, como ir a escola. É claro que cada fratura apresenta uma caracteristica própia e cada paciente deve ser individualizado, principalmente porque existem contra indicações ao uso das hastes. Como em crianças com mais de 55 kg, fraturas instaveis e fraturas que ocorram próximas das extremidades ósseas.

Em algumas fraturas associadas a traumas de alta energia, onde múltiplos fragmentos estão presentes, as placas e parafusos podem ser necessários. Mesmo nesses casos pequenos acessos podem ser realizados evitando assim grande cicatrizes.

fig 4: fratura cominutiva do fêmur.



fig 5: resultado estético e funcional após 3 meses.



fig 6: resultado radiológico final.



Nem sempre as fraturas do fêmur na criança apresentam um final feliz. Existem complicações como: encurtamentos ósseos, desvios angulares e até mesmo casos de infecção óssea.

fig 7: tratamento cirúrgico mal conduzido.



fig 8: evolução para a infecção óssea - osteomielite.